Mas está bem, repito agora o que disse à pessoa que me escreveu, revelando-me a causa do teu ódio: - Se ele, o seu ódio (e referia-me a ti) constitui motivo para a sua felicidade, que o guarde e alimente é quanto lhe posso desejar. Como vês, pensando assim, sacrificava a mais cara razão da minha vida, e enquanto certamente te sentias satisfeita na tua vingança, eu procurava, de qualquer forma, expulsar-te para longe de mim, dos meus pensamentos. Sacrifício baldado, na realidade, pois que todos os cenários me faziam recordar-te. O tempo passa-se, os dias e os meses sucedem-se e a esperança que eu acalentava de vir a esquecer-te, desvanece-se por completo, ao mesmo tempo que em mim se entranha a certeza de que as raízes do primeiro amor, jamais podem sair do coração. Entrementes, o dia do regresso ao solo-pátrio aproxima-se paulatinamente e, do mesmo modo, mais intensamente a tua imagem se fixa em mim, apoderando-se dos meus pensamentos.
A nossa entrevista foi tão curta como rápida. A comoção que a ambos assaltava nãao deixou que nos expandíssemos, dando largas ao que nos fervia no coração e nos dominava a própria alma.
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