Esses nove meses, se te recordares ainda, sabes bem como para nós se passaram. Quando me vias à distancia e se estavas só, escondias-te, não sei porquê, mas receavas decerto qualquer coisa no momento em que eu por ti passasse. Não sei se maquinal, se movido por igual receio, eu retirava-me também sempre que te via aproximar, do lugar em que sózinho estivesse. Era um homem, devo concordar, mas na realidade ambos procurávamos fugir d'aquilo que afinal mais nos aproximava, o Amor.
Aqueles nove meses, tão longos como o caminho que separa Roma, a dissoluta, de Meca, a cidade Santa, foram para mim um imenso sudário de atribulações e incertezas...
... O dia 1 de Novembro havia despontado triste e nostálgico, como nostálgica estava a essência volátil da minha alma. Foi esse, podes crêr, o dia mais alegre e feliz da minha vida. Ele era como o despontar do radioso Sol, um dos mais lindos dias de Primavera. O dia, na sua característica natural era doloroso e triste, era o dia de todos os Santos, a véspera do dos Fiéis e Defuntos, era o dia da quietude e meditação. Mas nós, no nosso egoísmo sempre ávido, só pensamos em nós, no nosso Eu, no nosso amor, na nossa felicidade enfim.
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